Questão 150 do ENEM 2020 — Química
Enquanto um ser está vivo, a quantidade de carbono 14 nele existente não se altera. Quando ele morre, essa quantidade vai diminuindo. Sabe-se que a meia-vida do carbono 14 é de 5 730 anos, ou seja, num fóssil de um organismo que morreu há 5 730 anos haverá metade do carbono 14 que existia quando ele estava vivo. Assim, cientistas e arqueólogos usam a seguinte fórmula para saber a idade de um fóssil encontrado:
em que t é o tempo, medido em ano, Q(t) é a quantidade de carbono 14 medida no instante t e Q0 é a quantidade de carbono 14 no ser vivo correspondente.
Um grupo de arqueólogos, numa de suas expedições, encontrou 5 fósseis de espécies conhecidas e mediram a
quantidade de carbono 14 neles existente. Na tabela temos esses valores juntamente com a quantidade de carbono 14 nas referidas espécies vivas.

O fóssil mais antigo encontrado nessa expedição foi
Resolução comentada
Quanto menor a fração Q(t)/Q0 restante de carbono 14, mais tempo se passou desde a morte do organismo. O fóssil 2 tem a menor fração (8/256 = 1/32), o que corresponde a 5 meias-vidas decorridas (5 × 5 730 anos), tornando-o o fóssil mais antigo da expedição.
O fóssil 5 chama atenção por ter os maiores valores absolutos de Q0 e Q(t) na tabela, mas o que importa não é o valor absoluto e sim a razão entre eles: 128/2048 = 1/16 corresponde a apenas 4 meias-vidas, um fóssil mais jovem do que o fóssil 2.