Questão 94 do ENEM 2025 — Biologia

O sashimi (filé de peixe cru) de baiacu é uma iguaria muito apreciada no Japão. Entretanto, sua ingestão pode causar a morte por parada respiratória, pois esse peixe contém uma potente neurotoxina termoestável, a tetrodotoxina, que é produzida e armazenada nas gônadas e vísceras.

Que ação poderia evitar essa intoxicação?

A
Criar os peixes em cativeiro.
B
Realizar a pesca com redes.
C
Consumir peixes cozidos ou fritos.
D
Preparar o peixe em condições adequadas de higiene.
✓
Manusear o peixe sem provocar o rompimento dos órgãos internos.
Gabarito oficial: alternativa E

Resolução comentada

A questão cobra a relação entre o local de produção de uma toxina e a forma de evitar a intoxicação. O enunciado informa dois dados decisivos: a tetrodotoxina é termoestável (não é destruída pelo calor) e é produzida e armazenada nas gônadas e vísceras do baiacu.

Se a toxina fica concentrada nesses órgãos internos, a carne do peixe só se contamina quando há contato com eles. Portanto, a ação preventiva é manusear e limpar o peixe sem romper as gônadas e as vísceras, evitando que a toxina se espalhe para o filé que será consumido. É exatamente isso que fazem os cozinheiros japoneses especializados no preparo do baiacu, com técnica rigorosa de evisceração.

Analise por que os demais procedimentos falham. Cozinhar ou fritar não resolve, pois a toxina é termoestável: o calor não a degrada. Criar o peixe em cativeiro, pescar com redes ou ter higiene no preparo tampouco interferem em uma substância produzida pelo próprio animal (ou por bactérias associadas a ele), e que não é um agente biológico contaminante externo. O erro mais frequente é associar a intoxicação a uma contaminação microbiana, cuja prevenção seria o cozimento e a higiene, e esquecer que se trata de uma toxina química termoestável.

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