Questão 26 do ENEM 2025 — Língua Portuguesa

Revista Língua Portuguesa, n. 31, maio 2008 (adaptado).
Esse texto, que apresenta um prato da culinária brasileira, evidencia
Resolução comentada
O texto, extraído da revista Língua Portuguesa, é um boxe informativo intitulado “Doce mistura” que apresenta a canjica, creme de milho da culinária brasileira. Ao lado do texto, uma foto de uma tigela do creme tem setas apontando para diferentes nomes e as siglas dos estados onde são usados: “Curau” (MG, SP, MT e GO), “Corá, piruruca, pururuca ou jimbelê” (MG), “Canjiquinha” (RJ), “Coral e papa de milho” (RJ, MG) e “Canjica de milho verde” (BA).
Perceba o mecanismo: o mesmo alimento recebe nomes diferentes conforme a região. O texto verbal reforça com um caso de troca: “o que lá no norte é ‘canjica’, lá no sul é ‘curau’” e “os nomes se invertem quando o doce muda”. É um exemplo clássico de variação linguística diatópica, ou regional, no plano lexical: a língua varia no espaço, e os falantes dão nomes distintos à mesma coisa.
Por isso o texto evidencia variedade linguística entre regiões. O próprio autor diz que a canjica é “prova da diversidade do Brasil, pelas variações em seu nome de batismo”.
Os distratores mudam o foco. Não há valor afetivo nas nomenclaturas, pois os nomes são apenas listados. Não existe disputa regional pelo melhor prato; o tom é de curiosidade. O texto não compara receitas nem modos de preparo, só menciona a base de milho e a cobertura de canela. E também não trata de gostos ou paladares diferentes entre os estados, e sim de como cada lugar chama o doce.