Questão 114 do ENEM 2025 — Física
O aquecimento em fogões por indução utiliza bobinas para produzir um campo magnético variável. Essa bobina se localiza abaixo do vidro cerâmico sobre o qual a panela se apoia. O mecanismo aquece apenas a panela que se encontra na zona de cozimento, o que é uma das principais vantagens em relação ao uso do fogão a gás ou de resistência elétrica.

PEREIRA, A. B. et al. Fogões de indução: montagem e testes de um circuito disponível. Disponível em: https://publicacoes.fatecsertaozinho.edu.br. Acesso em: 21 maio 2025 (adaptado).
O uso do campo magnético variável tem a finalidade de
Resolução comentada
A questão cobra a indução eletromagnética aplicada ao fogão de indução. A figura mostra uma bobina sob o vidro cerâmico, percorrida por corrente que cria um campo magnético variável, e a panela, de material condutor, apoiada acima. Só a panela aquece; o vidro e o ar ao redor, não.
Segundo a lei de Faraday, a variação do fluxo magnético através de um condutor induz nele uma força eletromotriz. Como o fundo da panela (metálico) é um condutor fechado, essa fem produz correntes elétricas induzidas, as correntes de Foucault. Ao circular pelo metal, que tem resistência, essas correntes dissipam energia na forma de calor pelo efeito Joule (P = R·i2). O calor nasce na própria panela e é transferido ao alimento, o que explica a eficiência e a segurança desse tipo de fogão.
Note os erros dos distratores. A imantação da panela não gera aquecimento significativo e, além disso, o campo é alternado, e não estático. Os átomos de ferro não se movimentam em bloco pela panela, e o que importa é o transporte de cargas, não de átomos. A bobina não funciona como emissora de radiação para aquecer através do vidro, pois o vidro cerâmico não é aquecido. A convecção no ar entre a bobina e o vidro também não ocorre de forma relevante, já que o ar não é o alvo do aquecimento. Associe sempre: campo variável, corrente induzida, efeito Joule.