Questão 19 do ENEM 2024 — Educação Física
Pesquisas mostram que o preconceito se faz presente em nossa sociedade e existe mesmo nas comunidades mais desenvolvidas. No esporte, que também reflete os valores de uma sociedade, a situação se mostra parecida. Entre outros tipos de preconceito, podemos citar aquele contra as mulheres, no sentido de elas não serem capazes de realizar atividades físicas semelhantes e/ou até mesmo iguais às dos homens. No contexto do rugby, que é a segunda modalidade esportiva mais praticada no mundo e que cresce significativamente no Brasil, os comentários mais comuns ainda são de que essa é uma prática violenta de/para homens, e que as mulheres não deveriam praticar. Por esse motivo, aquelas atletas inseridas na modalidade são consideradas homossexuais e/ou masculinizadas. Contudo, o rugby busca a adesão de mulheres ao seu universo.
MOURA, G. X. et al. Mulher e esporte: o preconceito com as atletas de rugby da cidade de Maringá (PR). Motrivivência, n. 50, maio 2017 (adaptado).
Ao abordar os preconceitos presentes no rugby, o texto denuncia o(a)
Resolução comentada
A questão pede a denúncia que o texto faz ao abordar os preconceitos presentes no rugby.
O texto afirma que o preconceito contra as mulheres no esporte existe "no sentido de elas não serem capazes de realizar atividades físicas semelhantes e/ou até mesmo iguais às dos homens". No rugby, os comentários mais comuns dizem que "é uma prática violenta de/para homens". Por isso, as atletas "são consideradas homossexuais e/ou masculinizadas". Esse rótulo depreciativo aplicado às praticantes é o que a sociologia chama de estigmatização, ou seja, marcar alguém com uma característica negativa por ela fugir do que se espera para seu gênero.
A resposta é a estigmatização das mulheres no âmbito dessa modalidade esportiva. Não há desinteresse feminino: o texto diz que "o rugby busca a adesão de mulheres". Também não se relata violência física contra elas, nem impedimento de acesso à modalidade, já que elas praticam, mas são alvo de rótulos. E o texto não trata de desigualdade de resultados entre homens e mulheres.