Questão 104 do ENEM 2023 — Biologia
No manual de bolso sobre a sífilis, disponibilizado gratuitamente pelo Ministério da Saúde, é informado que a sífilis congênita é resultado da disseminação hematogênica do Treponema pallidum, presente no sangue da gestante infectada. A falta de tratamento ou tratamento inadequado durante o período embrionário causa a transmissão vertical por via transplacentária.
Manual de bolso — sífilis. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br. Acesso em: 10 fev. 2012 (adaptado).
Considere uma gestante que descobre, no primeiro mês de gravidez, estar contaminada por essa bactéria. Para diminuir a chance de contaminação do feto, a gestante deverá
Resolução comentada
A questão pede a conduta que reduz o risco de a sífilis passar da gestante ao feto. Isso exige entender a via de transmissão: a bactéria circula no sangue da mãe e atravessa a placenta.
O texto diz que a contaminação do feto ocorre por disseminação hematogênica e por via transplacentária, e que a falta de tratamento da gestante é o que favorece essa transmissão. Portanto, o foco da prevenção está em reduzir a carga de Treponema pallidum no sangue materno o mais cedo possível. Como a gestante já sabe da infecção no primeiro mês, ainda há tempo de agir antes de a bactéria chegar ao feto.
A resposta é eliminar o quanto antes o microrganismo do sangue da gestante, ou seja, tratar a mãe com antibiótico já no início da gestação. Transplantar a placenta é impraticável e inadequado. Tratar o embrião por via transplacentária não é o caminho: a via só leva substâncias da mãe ao feto, e a medicação é dada à gestante. Apenas fazer exames sorológicos ao longo da gestação serve para acompanhar, mas não elimina a bactéria. Medicar a criança só depois do nascimento chega tarde, pois a infecção do feto já teria ocorrido.