Questão 124 do ENEM 2022 — Química
Durante o ano de 2020, impulsionado pela necessidade de respostas rápidas e eficientes para desinfectar ambientes de possíveis contaminações com o SARS-CoV-2, causador da covid-19, diversas alternativas foram buscadas para
os procedimentos de descontaminação de materiais e ambientes. Entre elas, o uso de ozônio em meio aquoso como agente sanitizante para pulverização em humanos e equipamentos de proteção em câmaras ou túneis, higienização de automóveis e de ambientes fechados e descontaminação de trajes. No entanto, pouca atenção foi dada à toxicidade do ozônio, à formação de subprodutos, ao
nível de concentração segura e às precauções necessárias.
LIMA, M. J. A.; FELIX, E. P.; CARDOSO, A. A. Aplicações e implicações do ozônio na indústria, ambiente e saúde. Química Nova, n. 9, 2021 (adaptado).
O grande risco envolvido no emprego indiscriminado dessa substância deve-se à sua ação química como
Resolução comentada
O ozônio danifica microrganismos (e tecidos humanos, em uso indiscriminado) por reagir quimicamente destruindo biomoléculas — uma ação típica de oxidante forte.
A opção que indica catalisador é tentadora porque o ozônio participa de diversas reações atmosféricas, mas um catalisador apenas acelera reações sem ser consumido; o efeito tóxico e sanitizante do ozônio vem justamente de ele reagir e oxidar as substâncias com que entra em contato.