Questão 102 do ENEM 2020 — Biologia

Devido à sua ampla incidência e aos seus efeitos debilitantes, a malária é a doença que mais contribui para o sofrimento da população humana da Região Amazônica. Além de reduzir os esforços das pessoas para desenvolverem seus recursos econômicos, capacidade produtiva e melhorarem suas condições de vida, prejudica a saúde da população e o desenvolvimento socioeconômico da região.

RENAULT, C. S. et al. Epidemiologia da malária no município de Belém – Pará. Revista Paraense de Medicina, n. 3, jul.-set. 2007 (adaptado). Essa doença constitui um sério problema socioeconômico para a região citada porque provoca

A
alterações neurológicas, que causam crises epilépticas, tornando o doente incapacitado para o trabalho.
B
diarreias agudas e explosivas, que fazem com que o doente fique vários dias impossibilitado de trabalhar.
✓
febres constantes e intermitentes associadas à fadiga e dores de cabeça, que afastam o doente de suas atividades.
D
imunossupressão, que impossibilita o doente de entrar em contato com outras pessoas sem o uso de máscaras e luvas.
E
infecção viral contagiosa, que faz com que o doente precise de isolamento para evitar transmissão para outras pessoas.
Gabarito oficial: alternativa C

Resolução comentada

A questão pergunta por que a malária é um grave problema socioeconômico na Amazônia. É preciso relacionar os sintomas da doença ao afastamento do trabalho.

A malária é causada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea do mosquito Anopheles. O parasita se multiplica no fígado e depois nas hemácias, que se rompem de forma sincronizada, liberando substâncias que provocam os sintomas característicos.

Esses sintomas são febres altas e intermitentes (em ciclos, com calafrios e sudorese), acompanhadas de fadiga, dores de cabeça e dores musculares, além de anemia pela destruição das hemácias. Essa debilidade afasta o doente de suas atividades por vários dias, reduzindo a produtividade e a renda, e isso explica o impacto socioeconômico citado no texto.

A resposta é as febres constantes e intermitentes associadas à fadiga e dores de cabeça. As demais explicações descrevem outras situações: crises epilépticas e alterações neurológicas não são o quadro típico; diarreia aguda e explosiva lembra doenças como a cólera; imunossupressão que exige máscaras e luvas é característica de outros quadros, como a aids; e a malária não é uma infecção viral nem se transmite de pessoa a pessoa por contato, de modo que não exige isolamento.

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