Questão 109 do ENEM 2019 — Física
Na madrugada de 11 de março de 1978, partes de um foguete soviético reentraram na atmosfera acima da cidade do Rio de Janeiro e caíram no Oceano Atlântico. Foi um belo espetáculo, os inúmeros fragmentos entrando em ignição devido ao atrito com a atmosfera brilharam intensamente, enquanto “cortavam o céu”. Mas se a reentrada tivesse acontecido alguns minutos depois, teríamos uma tragédia, pois a queda seria na área urbana do Rio de Janeiro e não no oceano.

De acordo com os fatos relatados, a velocidade angular do foguete em relação à Terra no ponto de reentrada era
Resolução comentada
Para reentrar na atmosfera minutos depois do observado e ainda assim atingir uma posição diferente sobre a superfície terrestre, os fragmentos do foguete precisavam se deslocar no mesmo sentido de rotação da Terra, porém com velocidade angular maior que a da própria Terra, como ocorre com objetos em órbita baixa.
A ideia de velocidade "igual à da Terra e no mesmo sentido" descreveria um objeto geoestacionário, sempre sobre o mesmo ponto da superfície — o que não combina com um fragmento em órbita baixa e decadente que cruza o céu e muda de posição ao longo do tempo.