Questão 58 do ENEM 2018 — História

A democracia que eles pretendem é a democracia dos privilégios, a democracia da intolerância e do ódio. A democracia que eles querem é para liquidar com a Petrobras, é a democracia dos monopólios, nacionais e internacionais, a democracia que pudesse lutar contra
o povo. Ainda ontem eu afirmava que a democracia jamais poderia ser ameaçada pelo povo, quando o povo livremente vem para as praças – as praças que são do povo. Para as ruas – que são do povo.

Disponível em: www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/discurso-de-joao-goulart-nocomicio-da-central. Acesso em: 29 out. 2015

Em um momento de radicalização política, a retórica no discurso do presidente João Goulart, proferido no comício da Central do Brasil, buscava justificar a necessidade de

A
Conter a abertura econômica para conseguir a adesão das elites.
B
Impedir a ingerência externa para garantir a conservação de direitos.
C
Regulamentar os meios de comunicação para coibir os partidos de oposição.
✓
Aprovar os projetos reformistas para atender a mobilização de setores trabalhistas.
E
Incrementar o processo de desestatização para diminuir a pressão da opinião pública.
Gabarito oficial: alternativa D

Resolução comentada

No discurso, Jango ataca a “democracia dos privilégios” e dos monopólios, defendendo a mobilização popular nas praças e ruas. Esse tom de radicalização buscava justificar a aprovação de projetos reformistas para atender a mobilização de setores trabalhistas, as chamadas Reformas de Base.

A ideia de impedir a ingerência externa para garantir a conservação de direitos é tentadora pela menção a monopólios internacionais, mas o discurso está centrado em pressionar por mudanças internas em favor do povo, não em barrar interferência estrangeira.

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