Questão 51 do ENEM 2016 — Química
Em meados de 2003, mais de 20 pessoas morreram no Brasil após terem ingerido uma suspensão de sulfato de bário utilizada como contraste em exames radiológicos. O sulfato de bário é um sólido pouquíssimo solúvel em água, que não se dissolve mesmo na presença de ácidos. As mortes ocorreram porque um laboratório farmacêutico forneceu o produto contaminado com carbonato de bário, que é solúvel em meio ácido. Um simples teste para verificar a existência de íons bário solúveis poderia ter evitado a tragédia. Esse teste consiste em tratar a amostra com solução aquosa de HCl e, após filtrar para separar os compostos insolúveis de bário, adiciona-se solução aquosa de H2SO4 sobre o filtrado e observa-se por 30 minutos
TUBINO, M.; SIMONI, J.A. Refletindo sobre o caso _celobar_® Química Nova, n. 2, 2007 (adaptado).
A presença de íons bário solúveis na amostra é indicada pela
Resolução comentada
No teste, o HCl dissolve o carbonato de bário contaminante, levando os íons Ba²⁺ para a solução; o BaSO₄, insolúvel mesmo em ácido, fica retido no filtro. Ao adicionar H₂SO₄ ao filtrado, os íons bário solúveis reagem com o sulfato e formam BaSO₄ novamente — a presença deles é indicada pela precipitação de um sólido branco.
Falar em formação de gás hidrogênio confunde as etapas: o HCl reagindo com carbonato libera CO₂ (não H₂), e essa efervescência ocorre antes da filtração; o que se observa no teste final é a formação do precipitado branco de sulfato de bário.