Questão 130 do ENEM 2014 — Língua Portuguesa

Em uma escala de 0 a 10, o Brasil está entre 3 e 4 no quesito segurança da informação. “Estamos começando a acordar para o problema. Nessa história de espionagem corporativa, temos muita lição a fazer. Falta consciência institucional e um longo aprendizado. A sociedade caiu em si e viu que é uma coisa que nos afeta”, diz S.P., pós-doutor em segurança da informação. Para ele, devem ser estabelecidos canais de denúncia para esse tipo de situação. De acordo com o conselheiro do Comitê Gestor da Internet (CGI), o Brasil tem condições de desenvolver tecnologia própria para garantir a segurança dos dados do país, tanto do governo quanto da população. “Há uma massa de conhecimento dentro das universidades e em empresas inovadoras que podem contribuir propondo medidas para que possamos mudar isso [falta de segurança] no longo prazo”. Ele acredita que o governo tem de usar o seu poder de compra de softwares e hardwares para a área da segurança cibernética, de forma a fomentar essas empresas, a produção de conhecimento na área e a construção de uma cadeia de produção nacional.

SARRES, C. Disponível em: www.ebc.com.br. Acesso em: 22 nov. 2013 (adaptado).

Considerando-se o surgimento da espionagem corporativa em decorrência do amplo uso da internet, o texto aponta uma necessidade advinda desse impacto, que se resume em

A
Alertar a sociedade sobre os riscos de ser espionada.
✓
Promover a indústria de segurança da informação.
C
Discutir a espionagem em fóruns internacionais.
D
Incentivar o aparecimento de delatores.
E
Treinar o país em segurança digital.
Gabarito oficial: alternativa B

Resolução comentada

Diante da espionagem via internet, o texto aponta a saída: usar o poder de compra do governo “de forma a fomentar essas empresas, a produção de conhecimento na área e a construção de uma cadeia de produção nacional”. A necessidade apontada resume-se em promover a indústria nacional de segurança da informação.

Falar em “treinar o país” é vago e parcial: o texto fala em desenvolver tecnologia própria e fomentar empresas — uma política industrial —, não apenas em capacitar pessoas.

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