Questão 34 do ENEM 2011 — História
No clima das ideias que se seguiram à revolta de São Domingos, o descobrimento de planos para um levante armado dos artífices mulatos na Bahia, no ano de 1798, teve impacto muito especial; esses planos demonstravam aquilo que os brancos conscientes tinham já começado a compreender: as ideias de igualdade social estavam a propagar-se numa sociedade em que só um terço da população era de brancos e iriam inevitavelmente ser interpretados em termos raciais.
MAXWELL, K. Condicionalismos da Independência do Brasil. In: SILVA, M. N. (coord.) O Império luso-brasileiro, 1750-1822. Lisboa: Estampa, 1966.
O temor do radicalismo da luta negra no Haiti e das propostas das lideranças populares da Conjuração Baiana (1798) levaram setores da elite colonial brasileira a novas posturas diante das reivindicações populares. No período da Independência, parte da elite participou
Resolução comentada
Assustada com o Haiti e com a Conjuração Baiana, a elite colonial aderiu à Independência para conduzi-la por cima: tratava-se de impedir que o povo desse ao movimento um teor libertário, que ameaçaria seus interesses e seu projeto de nação escravista e excludente.
A opção sobre atender aos clamores apresentados no movimento baiano inverte a postura da elite: em vez de atender a esses clamores, ela os reprimiu duramente — os líderes populares da Conjuração foram executados.