Questão 4 do ENEM 2025 (espanhol) — Espanhol

MORGAN, J. Disponível em: www3.gobiernodecanarias.org. Acesso em: 5 maio 2024.
Na charge, a diversidade linguística está representada pelo uso de
Resolução comentada
A charge mostra um rapaz de cabelo curto sendo interrogado, num balão, sobre o que vão fazer no colégio (“cole”, forma coloquial) no Dia da Paz. As respostas dele vêm escritas de modo a imitar a pronúncia. O humor e a ideia de diversidade linguística nascem dessa forma de falar, e não de um conteúdo específico.
Leia as falas do rapaz: “Vamo a sorta una paloma ahí…” e “Yoquisé… luego vamo acogehla”. Elas correspondem a “Vamos a soltar una paloma ahí” e “Yo qué sé… luego vamos a cogerla”. Note a queda do “s” final (“vamo”), a troca de “l” por “r” (“sorta” por “soltar”), a fusão de palavras (“Yoquisé”, “acogehla”) e o “h” no lugar do “r” (“cogehla”). São traços típicos da fala espontânea de uma variedade do espanhol (com o aspirado de “s” e “r” final, comum em falares andaluzes e canários), registrados por escrito.
Assim, a diversidade linguística está representada por marcas da oralidade expressas na representação escrita da fala: o autor escreve como se ouve, e não como manda a norma ortográfica.
Descarte as demais pelo conteúdo. A forma “vamo a + infinitivo” até exprime futuro próximo, mas o que a charge representa como variedade é a pronúncia, não a perífrase verbal. Não há expressões idiomáticas regionais: “yo qué sé” é corrente em todo o mundo hispânico. Não há advérbios próprios do vocabulário jovem. E as perguntas só mostram a situação de comunicação, não marcam diversidade linguística.