Questão 2 do ENEM 2025 (ingles) — Inglês
My idea of philosophy is that if it is not relevant to human problems, if it does not tell us how we can go about eradicating some of the misery in this world, then it is not worth the name of philosophy. I think Socrates made a very profound statement when he asserted that philosophy is to teach us proper living. In this day and age “proper living” means liberation from the urgent problems of poverty, economic necessity and indoctrination, mental oppression.
DAVIS, A. Lectures on Liberation. Washington: Smithsonian Libraries, 1971 (adaptado).
Nesse texto, ao discorrer sobre a relevância da filosofia, a escritora Angela Davis tem por objetivo
Resolução comentada
Você lê um trecho de palestra da filósofa e ativista Angela Davis, de 1971. Em tom argumentativo, ela defende uma ideia do que a filosofia deve ser e usa como apoio uma referência a Sócrates. O objetivo é definir o valor da filosofia pela sua utilidade humana.
A tese aparece logo no início: “if it is not relevant to human problems, if it does not tell us how we can go about eradicating some of the misery in this world, then it is not worth the name of philosophy”. Em português: “se não for relevante para os problemas humanos, se não nos disser como podemos eliminar parte da miséria deste mundo, então não merece o nome de filosofia”. Note a estrutura condicional (if … then): a filosofia só vale se estiver ligada a problemas reais.
Mais adiante, Davis diz que “proper living” (viver adequadamente) hoje significa “liberation from the urgent problems of poverty, economic necessity and indoctrination” (libertação dos problemas urgentes da pobreza, da necessidade econômica e da doutrinação). Ou seja, a autora aproxima a filosofia dos problemas sociais, como pobreza e opressão mental.
Os distratores falham pelo conteúdo. Davis não critica a filosofia por limitar temas, e sim cobra que ela se ocupe de questões urgentes. Ela não a prende ao mundo acadêmico, pelo contrário, quer que saia dele. Também não a afasta de Sócrates: ela o cita como quem fez uma “very profound statement” (uma afirmação muito profunda). E a pobreza é o problema que a filosofia deve ajudar a combater, e não algo pelo qual deva ser responsabilizada.