Questão 2 do ENEM 2025 (espanhol) — Espanhol
Guagua, las palabras también migran
Pocas palabras del idioma castellano despiertan tanto interés y asombro como guagua. En España su uso se reduce a las Islas Canarias, donde se registra a partir de los años 30 del pasado siglo. El origen de guagua resulta algo polémico. Todo parece indicar que la voz vino de Cuba. La trajeron de vuelta, junto con sus maletas y sus recuerdos, aquellos inmigrantes canarios que viajaron a la isla antillana en busca de fortuna. Recientemente en Lanzarote, las autoridades acuñaron “guagüismo” para potenciar el uso del transporte público y han solicitado a la Real Academia Española que introduzca dicho término en el diccionario. El origen de guagua cambia si nos vamos al sur del continente. Autobús no es la única acepción de la palabra guagua que se usa en América. En los países del sur, tales como Colombia, Argentina o Perú, como una derivación del término quechua wáwa, también se le dice guagua a un niño de pecho o bebé. Algunos autores chilenos han defendido también que esta acepción de guagua como bebé proviene del idioma mapuche. Sea uno u otro el origen, es común en todo el cono sur oír a hombres y mujeres hablar con ternura de sus “guaguas lindas”.
Disponível em: www.escribirbienyclaro.com. Acesso em: 13 maio 2024.
Ao abordar a trajetória da palavra “guagua”, o texto destaca a
Resolução comentada
O texto é um artigo de divulgação linguística sobre a palavra “guagua” e seus caminhos pelo mundo hispânico. Ele mostra como uma mesma palavra viaja entre regiões, ganha sentidos diferentes e tem origem discutida. O foco é a trajetória do vocábulo, e não uma disputa entre países.
Observe duas passagens. Primeiro: “Todo parece indicar que la voz vino de Cuba. La trajeron de vuelta [...] aquellos inmigrantes canarios”, ou seja, “Tudo indica que a palavra veio de Cuba; trouxeram-na de volta os imigrantes canários”. Depois: “como una derivación del término quechua wáwa, también se le dice guagua a un niño de pecho”, isto é, “como derivação do termo quechua wáwa, também se chama guagua um bebê”, com menção ainda a uma possível origem mapuche.
Palavras vindas do quechua e talvez do mapuche, línguas indígenas, passaram a integrar o espanhol: isso é, por definição, um empréstimo linguístico. O texto destaca justamente essa incorporação e a migração da palavra (daí o título, “las palabras también migran”).
Descarte os demais pelo conteúdo. A Real Academia Española aparece só porque as autoridades de Lanzarote “han solicitado” a inclusão do termo “guagüismo”, e o texto não diz que a palavra foi validada. Não há concorrência entre línguas indígenas e espanhol, pois o texto fala de convivência e aproveitamento. Também não se valoriza a língua de um país em detrimento de outro. E a origem é “polémica”, mas não há disputa entre hispano-americanos e espanhóis: o texto apenas apresenta hipóteses (Cuba, quechua, mapuche).