Questão 134 do ENEM 2025 — Física
A resistência de um fio de platina pode ser usada para medir temperaturas entre 0 °C e 100 °C e já foi utilizada como referência para a escala internacional de temperatura. Para um sensor feito de platina, a relação entre a resistência e a temperatura pode ser descrita por uma equação do tipo R(T) = A + BT, em que T é a temperatura e A e B são constantes. O gráfico apresenta a dependência da resistência em função da temperatura para cinco diferentes sensores.

Os sensores que apresentam maior sensibilidade são
Resolução comentada
A questão cobra a leitura de um gráfico de função afim, R(T) = A + BT, e o significado da constante B. Como B é o coeficiente angular, B = ΔR/ΔT indica quanto a resistência varia por grau de temperatura. Sensibilidade, em um sensor, é justamente isso: quanto maior a variação do sinal medido para uma mesma variação de temperatura, mais sensível é o sensor.
Em um gráfico de R × T, a maior sensibilidade corresponde às retas mais inclinadas. Estime a inclinação de cada uma entre −50 °C e 320 °C (variação de 370 °C): o sensor 2 vai de cerca de 77 Ω a 225 Ω, ou seja, 148/370 ≈ 0,40 Ω/°C. O sensor 5 vai de cerca de 66 Ω a 145 Ω, 79/370 ≈ 0,21 Ω/°C. O sensor 4 vai de 91 Ω a 149 Ω, ≈ 0,16 Ω/°C. O sensor 3 vai de 147 Ω a 169 Ω, ≈ 0,06 Ω/°C. O sensor 1 é praticamente horizontal, ≈ 0,01 Ω/°C.
Os dois maiores coeficientes angulares são o do sensor 2 e o do sensor 5, que são, portanto, os mais sensíveis.
O erro típico é comparar o valor da resistência, e não a inclinação: o sensor 1 tem a maior resistência (cerca de 225 Ω) e o sensor 3 também fica alto, mas suas retas quase não sobem, e por isso variam pouco com a temperatura. Outro equívoco é achar que as retas que terminam em valores próximos (sensores 4 e 5, ambos perto de 145 Ω a 320 °C) têm a mesma sensibilidade: partem de valores diferentes, então suas inclinações diferem.