Questão 1 do ENEM 2024 (espanhol) — Espanhol
Gente de sangre Aymara
Aymaras, quechuas... nunca se olviden de nuestros antepasados, quienes por nosotros derramaron su sangre, quienes han dado su vida por defendernos.
Han sufrido el desdén muy aciago, han sido flagelados con tralla, han pasado voraz hambre, quemados por el sol, han soportado frío, chancados por la granizada, ahuyentados por los rayos, perecieron alicaídos; por nuestro bien.
Desde hace mucho tiempo..., hace millones y millones de años, han querido desaparecer nuestra gente de sangre Aymara... Nuestra gente de sangre Aymara, ¡De donde sea, seguirá apareciendo!
Así como dijo nuestro tatarabuelo Aymara, Túpac Catari, a mí solo me mataran, después de mí, vendrán millones de millones en defensa... Aymaras, quechuas, vivirán siempre, para siempre y eternamente.
Nuestra gente de sangre Aymara, ¡aparecerá siempre de cualquier lugar!
HUANCA-VELÁSQUEZ, S. Disponível em: www.defensoria.gob.pe. Acesso em: 25 out. 2021.
A diversidade cultural no poema do escritor peruano é percebida por meio da
Resolução comentada
A questão pede para você identificar por qual recurso o poema evidencia a diversidade cultural dos povos andinos.
O texto de Huanca-Velásquez fala de aimarás e quéchuas, povos originários. Há duas camadas: o sofrimento histórico ("han sido flagelados con tralla, han pasado voraz hambre") e a continuidade desses povos apesar de tudo: "han querido desaparecer nuestra gente de sangre Aymara... ¡De donde sea, seguirá apareciendo!". O fecho repete a ideia: "Aymaras, quechuas, vivirán siempre, para siempre y eternamente". A referência a Túpac Catari reforça a resistência: "a mí solo me mataran, después de mí, vendrán millones de millones en defensa".
A diversidade cultural, portanto, aparece como valorização de grupos étnicos que resistem a séculos de violência e se mantêm. Dizer que o poema só menciona sofrimento, ou só homenageia antepassados, ou fala de perenidade das pessoas, é ficar com um pedaço do texto. A ideia de religião ancestral nem aparece nos versos.
A resposta é a valorização da resiliência de grupos étnicos. A menção ao sofrimento dos cidadãos e a homenagem aos antepassados são aspectos presentes, mas parciais, e não o meio pelo qual se percebe a diversidade cultural; a alusão à perenidade das pessoas generaliza o que o texto diz sobre povos específicos; e a memória de práticas religiosas ancestrais não tem base no poema.