Questão 92 do ENEM 2024 — Biologia
O exoesqueleto dos crustáceos é formado por quitina e impregnações de sais calcários e, por isso, é mais duro quando comparado com o exoesqueleto de outros artrópodes. Esse revestimento externo confere proteção, mas, por ser duro, limita o crescimento desses animais.
Para superar essa limitação, o exoesqueleto deve ser
Resolução comentada
A questão cobra a fisiologia do crescimento dos artrópodes. O enunciado informa que o exoesqueleto dos crustáceos é formado por quitina com sais de cálcio, que é duro e protege, mas não acompanha o aumento do corpo. A pergunta é como o animal supera essa limitação.
Como o exoesqueleto é uma estrutura rígida e sem células vivas, ele não cresce junto com o animal, ao contrário do esqueleto interno dos vertebrados. A solução biológica é a ecdise (ou muda): o animal forma um exoesqueleto novo, ainda mole, por baixo do antigo, libera o antigo e, antes que o novo endureça, aumenta de tamanho absorvendo água. Depois o novo revestimento se calcifica. Esse processo se repete várias vezes durante a vida, sobretudo nas fases jovens, e por isso o exoesqueleto precisa ser substituído por meio de mudas periódicas, como indica a alternativa correta.
Perceba por que os demais distratores falham. Formar o exoesqueleto só na fase adulta deixaria o animal sem proteção durante o desenvolvimento. Dizer que ele é modelado continuamente ou que se expande nas articulações atribui a ele uma capacidade de crescimento que uma estrutura rígida e sem vida não tem: as articulações dão mobilidade, não aumento de volume. Por fim, impregnar o exoesqueleto com pouco sal o deixaria mais mole, mas a quitina também não se distende o suficiente para acompanhar o crescimento, e o enunciado cita os sais só para explicar a dureza, não como solução.