Questão 1 do ENEM 2023 (espanhol) — Espanhol
“Ni para cotufas, estoy en la lona”
Así se dice en Venezuela. En España diríamos: “Ni para palomitas, estoy sin blanca”. Los argentinos utilizarían otra forma, y los chilenos, y los mexicanos... Esta es una guía básica de entendimiento entre los hispanohablantes.
España Venezuela Argentina Chile México
Botana, Tapa (de Picadita Picoteo Pasapalo antojito comida)
Lavabo Lavatorio Lavatorio Lavamanos Lavamanos
Perrito Perro Pancho Hot dog Hot dog caliente caliente
¿Diga? ¿Holá? ¿Aló? ¿Bueno? ¿Aló?
Micro, bus, Buseta, Autobús Colectivo Camión liebre carrito
Estar sin Estar sin un Estar sin un Estar en la Estar pato blanca mango quinto lona
Tempora,
Trabajo Changa, Pololo,
Rebusque,
trabajo
temporal changuita pololito
tigre
trasitorial
Weon, Colega Compinche Cuate Pana broder
Estupendo Bárbaro Regio Padre Chévere
Palomitas Pochoclo Cabritas Palomitas Cotufas
Camarero Mozo Garzón Mesero Mesonero
MOLERO, A. El español de España y el español de América. Madri: Editorial SM, 2003 (adaptado).
Esse texto reúne palavras e expressões para destacar a
Resolução comentada
A questão pede a finalidade comunicativa de um texto que lista, lado a lado, palavras e expressões usadas em países hispânicos diferentes.
Repare no começo: o texto abre com “Ni para cotufas, estoy en la lona”, dito na Venezuela, e já traz a “tradução” para a Espanha (“Ni para palomitas, estoy sin blanca”). Em seguida afirma: “Los argentinos utilizarían otra forma, y los chilenos, y los mexicanos...”. A tabela mostra o mesmo conceito com nomes distintos: “palomitas”, “pochoclo”, “cabritas” e “cotufas” para pipoca; “camarero”, “mozo”, “garzón”, “mesero” e “mesonero” para garçom; “estupendo”, “bárbaro”, “regio”, “padre” e “chévere” para algo ótimo.
O texto apresenta, portanto, uma “guía básica de entendimiento entre los hispanohablantes”: não ensina uma forma única nem julga qual é a certa, apenas mostra que o espanhol varia de região para região.
A resposta é a diversidade linguística do espanhol. As demais opções não se sustentam: o texto não discute a identificação do falante com uma variedade, nem estrangeirismos (as palavras listadas são todas do próprio espanhol, ainda que “hot dog” apareça em uma variante); também não busca ampliar o vocabulário do leitor como objetivo central, e os diminutivos (“changuita”, “pololito”) aparecem só em alguns exemplos, sem serem o foco da tabela.