Questão 78 do ENEM 2023 — Geografia
Os movimentos da agricultura urbana no Rio de Janeiro vêm crescendo nos últimos vinte anos, tanto por meio de reproduções de modelos de vida antigos, vinculados ao resgate dos próprios costumes, como — e cada vez mais — são revelados hábitos inventivos nos quais moradores urbanos de diferentes classes sociais, sem nenhuma referência anterior com o campo, passam a se dedicar a essas atividades. Ao possibilitar o acesso ao plantio e, consequentemente, à alimentação, permite-se uma nova relação com o que se come, reduzindo o percurso da cadeia produtiva e aproximando produtores de consumidores, pois ambos se confundem nas experiências de agricultura urbana.
PORTILHO, M.; RODRIGUES, C. G. O.; FERNANDEZ, A. C. F. Cultivando relações no arranjo local da Penha: a mobilização de mulheres a partir das práticas de agricultura urbana na favela. Cidades, Comunidades e Territórios, n. 42, jun. 2021.
A prática agrícola destacada no texto apresenta como vantagem no espaço urbano a
Resolução comentada
Moradores urbanos do Rio de Janeiro, sem tradição no campo, passaram a cultivar alimentos em espaços da cidade, aproximando produtores e consumidores. Essa prática aproveita a ocupação de lugares ociosos na cidade, transformando espaços sem uso em áreas produtivas.
A leitura que fala em valorização do mercado externo descreve o oposto do texto: trata-se de uma produção local, voltada para o consumo próprio e a redução da distância entre quem planta e quem come, sem qualquer menção à exportação.