Questão 3 do ENEM 2023 (espanhol) — Espanhol

“Caramelos” en sus suelos

Las tierras de España, tu vista enamoran;

sus gentes; te amistan; ¿“cocinas”?, ¡“te molan”!

¿El plato común?, ¡pues «tortilla/patatas»!;

en bares, figones, o tascas, ¡las «tapas»!;

“sabor nacional”, ¡el «gazpacho», sus «vinos»,

«sangría», y «jamón» de sabrosos cochinos!

(Cual “sellos”, te grabas sus «Típicos Platos»;

¡sabrás por dó pasas, por sólo tu olfato!,

¡si en cada lugar, un sabor peculiar,

“al paso” cautiva tu buen paladar!).

¡Son más que “recetas”!, será “alegoría”!,

¡será “identidad”! (¡hay “reserva” en su «Guía»!);

son platos allende un “timón conductor”,

¡son mar, ríos, sierras!, ¡son valles, son flor!,

¡y aportan “Conventos” a gastronomia,

sus «dulces»! (sabor “celestial”, ¡de ambrosia!).

QUIROZ Y LÓPEZ M. Disponível em: https://pt.calameo.com. Acesso em: 25 out. 2021.

Nesse poema, o eu poético enaltece a

A
Característica amistosa do povo espanhol.
B
Beleza das paisagens naturais da Espanha.
C
Variedade de pratos na gastronomia espanhola.
D
Relação entre os sentidos do paladar e do olfato na gastronomia.
✓
Gastronomia como representação da identidade cultural de um povo.
Gabarito oficial: alternativa E

Resolução comentada

Ao longo do poema, cada prato típico citado (tortilla, tapas, gazpacho, jamón) é tratado como um "selo" que marca por onde o eu poético passou, ligado a palavras como "identidad" e "alegoría". O poema usa a comida para afirmar que a gastronomia representa a identidade cultural de um povo.

A ideia de variedade de pratos, isolada, fica só na superfície do texto — é verdade que vários pratos são citados, mas o poema vai além de uma simples lista: ele explicitamente eleva essa variedade a símbolo de identidade e memória coletiva, o que uma leitura mais literal, restrita à variedade gastronômica, não capta.

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