Questão 125 do ENEM 2023 — Biologia
Pais com síndrome de Down
A síndrome de Down é uma alteração genética associada à trissomia do cromossomo 21, ou seja, o indivíduo possui três cromossomos 21 e não um par, como é normal. Isso ocorre pela união de um gameta contendo um cromossomo 21 com um gameta possuidor de dois cromossomos 21. Embora, normalmente, as mulheres com a síndrome sejam estéreis, em 2008, no interior de São Paulo, uma delas deu à luz uma menina sem a síndrome de Down
MORENO, T. Três anos após dar à luz, mãe portadora de síndrome de Down revela detalhes de seu dia a dia. Disponível em: www.band.uol.com.br. Acesso em: 31 out. 2013 (adaptado).
Sabendo disso, um jovem casal, ambos com essa síndrome, procura um médico especialista para aconselhamento genético porque querem ter um bebê. O médico informa ao casal que, com relação ao cromossomo 21, os zigotos formados serão
Resolução comentada
Como cada progenitor tem trissomia do cromossomo 21, seus gametas podem carregar 1 ou 2 cópias desse cromossomo (por erro de separação na meiose). Combinando os gametas dos dois pais, o zigoto pode ficar com 2 cópias (normal), 3 cópias (trissômico) ou 4 cópias (tetrassômico) do cromossomo 21 — ou seja, o casal pode ter filhos normais, trissômicos ou tetrassômicos.
A ideia de que os filhos seriam apenas trissômicos ou tetrassômicos é tentadora por supor que pais com a síndrome só produzem gametas alterados (com dois cromossomos 21), mas o texto mostra exatamente o contrário: uma mulher com síndrome de Down pode gerar um gameta normal (com um só cromossomo 21), como no caso real citado da mãe cuja filha nasceu sem a síndrome.