Questão 10 do ENEM 2022 — Educação Física

Diante de uma fórmula consagrada, mas dando indícios de desgaste, a Federação Internacional de Vôlei quis mudar. No calendário há quase três décadas, a Liga Mundial e o Grand Prix deram origem à nova Liga das Nações. Mas, além das mudanças de formato, a competição promete revolucionar a forma com que o esporte chega ao público e também atende a um pedido antigo das mulheres: a igualdade na premiação. A competição dará US$ 1 milhão para o campeão de cada gênero. Há algumas temporadas, as mulheres contestavam a diferença na premiação. A nova Liga das Nações, no entanto, atende ao pedido e iguala o valor recebido nos dois naipes. “Estamos compreendendo antes dos demais o espaço das mulheres no esporte. Até então tínhamos a Liga Mundial masculina, que pagava 1 milhão de dólares para o campeão, e o Grand Prix, que distribuía para a campeã feminina US$ 350 mil. Já no ano passado, o prêmio do Grand Prix subiu para US$ 600 mil. Com a criação da Liga das Nações, igualamos as premiações. Ao dar a mesma premiação para os dois gêneros, estamos dizendo ao mundo inteiro que homens e mulheres devem ter os mesmos direitos” — disse o presidente da FIVB.

Disponível em: https://globoesporte.globo.com. Acesso em: 9 jun. 2018 (adaptado). A modalidade esportiva apresentada no texto caracteriza-se por ser

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inovadora, ao equiparar a premiação para ambos os sexos.
B
obsoleta, ao premiar homens e mulheres de forma desigual.
C
reconhecida, ao manter o formato de seus eventos por décadas.
D
desgastada, ao não atender a uma demanda do público espectador.
E
conservadora, ao resistir à mudança do formato de seus eventos.
Gabarito oficial: alternativa A

Resolução comentada

A questão pede a caracterização da modalidade (o vôlei) com base nas informações da notícia.

O texto conta que a Federação Internacional de Vôlei “quis mudar” uma “fórmula consagrada, mas dando indícios de desgaste” e criou a Liga das Nações no lugar da Liga Mundial e do Grand Prix. Além do novo formato, a competição “atende a um pedido antigo das mulheres: a igualdade na premiação”, com “US$ 1 milhão para o campeão de cada gênero”.

O presidente da FIVB resume: “Ao dar a mesma premiação para os dois gêneros, estamos dizendo ao mundo inteiro que homens e mulheres devem ter os mesmos direitos”. Antes, o prêmio feminino era de US$ 350 mil (depois US$ 600 mil), contra US$ 1 milhão do masculino.

A resposta é inovadora, ao equiparar a premiação para ambos os sexos. Chamar a modalidade de obsoleta ou conservadora ignora que ela mudou o formato e a premiação. Dizer que mantém o formato por décadas descreve o passado, não o que o texto destaca agora. Dizer que está desgastada por não atender ao público confunde o desgaste da fórmula antiga com demanda de espectadores; o pedido atendido foi o das atletas.

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