Questão 27 do ENEM 2021 — Artes

A revolução estética brasiliense empurrou os designers de móveis dos anos 1950 e início dos 1960 para o novo. Induzidos a abandonar o gosto rebuscado pelo colonial, a trocar Ouro Preto por Brasília, eles criaram um mobiliário contemporâneo que ainda hoje vemos nas lojas e nas salas de espera de consultórios e escritórios, Colada no uso de madeiras nobres, como o jacarandá e a peroba, e em materiais de revestimento como o couro e a palhinha, desenvolveu-se uma tendência feita de linhas retas e curvas suaves, nos moldes da capital no Cerrado.
CHAVES, D. Disponível em: www.veja.abril.com.br. Acesso em: 29 jul. 2010.
Na reportagem sobre os 50 anos de Brasília, de Débora Chaves, com a reprodução fotográfica de cadeiras e poltronas de Sérgio Rodrigues, verifica-se que os elementos da estética brasiliense
Resolução comentada
O texto descreve o mobiliário brasiliense como resultado do abandono do “gosto rebuscado” colonial em favor de linhas retas e curvas suaves, ou seja, formas mais limpas e diretas. Isso é exatamente uma simplificação das informações visuais de cada peça.
A leitura que fala apenas em linhas retas é tentadora porque o texto cita esse elemento, mas ignora que as curvas suaves também fazem parte da estética descrita; o traço comum entre retas e curvas é justamente a redução do excesso ornamental, não a exclusividade da linha reta.