Questão 58 do ENEM 2020 — História
Ordena-se pela autoridade do Parlamento, que ninguém leve, ou faça levar, para fora deste reino ou Gales, ou qualquer parte do mesmo, qualquer forma de dinheiro da moeda desse reino, ou de dinheiro e moedas de outros reinos, terras ou senhorias, nem bandejas, vasilhas, barras ou joias de ouro guarnecidas ou não, ou de prata, sem a licença do rei.
HUBERMAN, L. História da riqueza do homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
A temática exposta no texto, referente à Inglaterra dos séculos XVI e XVII, caracteriza uma associação entre
Resolução comentada
A questão pede que você interprete a norma do Parlamento inglês, que proíbe retirar do reino moeda e metais preciosos sem licença do rei, e a associe ao contexto dos séculos XVI e XVII.
Esse é um exemplo típico do mercantilismo, política econômica dos Estados modernos. O metalismo (bullionismo) via a riqueza nacional como acúmulo de ouro e prata, e por isso restringia sua saída do país. A exigência de licença régia mostra o Estado controlando a economia, e o rei como figura central desse poder. Trata-se de regra protecionista, que protege o estoque de metais do reino e fortalece a autoridade da monarquia.
Assim, a temática associa determinação de regras protecionistas e fortalecimento das instituições monárquicas.
As outras opções combinam termos que não se sustentam. Racionalização da empresa colonial e particularismos regionais não aparecem no texto, que trata do reino como um todo. Demarcação de fronteiras comerciais poderia soar plausível, mas vem com descentralização dos poderes políticos, o oposto do que ocorre, já que a licença é do rei. Expansão das atividades extrativas e questionamento da investidura divina não são o foco. E difusão de práticas artesanais e aumento do controle do legislativo também falham, porque a licença depende do monarca.