Questão 121 do ENEM 2015 — Literatura
Poesia quentinha
Projeto literário publica poemas em sacos de pão na capital mineira
Se a literatura é mesmo o alimento da alma, então os mineiros estão diante de um verdadeiro banquete. Mais do que um pãozinho com manteiga, os moradores do bairro de Barreiro, em Belo Horizonte (MG), estão consumindo poesia brasileira no café da manhã. Graças ao projeto “Pão e Poesia”, que faz do saquinho de pão um espaço para veiculação de poemas, escritores como Affonso Romano de Sant’Anna e Fernando Brant dividem espaço com estudants que passaram por oficinas de escrita poética. São ao todo 250 mil embalagens, distribuídas em padarias da região de Belo Horizonte, que trazem a boa literatura para o cotidiano de pessoas, além de dar uma chance a escritores novatos de verem seus textos impressos. Criado em 2008 por um analista de sistemas apaixonado por literatura, o “Pão e Poesia” já recebeu dois prêmios do Ministério da Cultura.
Língua Portuguesa, n. 71, set. 2011.
A proposta de um projeto como o “Pão e Poesia” objetiva inovar em sua área de atuação, pois:
Resolução comentada
Ao imprimir poemas em 250 mil saquinhos de pão distribuídos em padarias, o projeto tira a poesia do circuito restrito do livro e a leva ao café da manhã de qualquer morador. A inovação está em propor acesso à literatura a públicos diversos, inserindo o texto poético no cotidiano.
A opção que fala em privilegiar novos escritores em detrimento dos já consagrados distorce um dado do texto: escritores novatos ganham espaço, mas dividem o saquinho com nomes consagrados como Affonso Romano de Sant'Anna — não há privilégio de uns em detrimento de outros.