Questão 92 do ENEM 2014 (ingles) — Inglês
Masters of War
Come you masters of war
You that build all the guns You that build the death planes
You that build the big bombs
You that hide behind walls
You that hide behind desks
I just want you to know
I can see through your masks
You that never done nothin’
But build to destroy
You play with my world
Like it’s your little toy
You put a gun in my hand
And you hide from my eyes
And you turn and run farther
When the fast bullets fly
Like Judas of old
You lie and deceive
A world war can be won
You want me to believe
But I see through your eyes
And I see through your brain
Like I see through the water
That runs down my drain.
BOB DYLAN. The Freewheelin’ Bob Dylan. Nova York: Columbia Records, 1963 (fragmento).
Na letra da canção Masters of War, há questionamentos e reflexões que aparecem na forma de protesto contra
Resolução comentada
O texto é a letra de uma canção de protesto de Bob Dylan, de 1963, em plena Guerra Fria. O eu lírico se dirige diretamente aos masters of war ("senhores da guerra") e os acusa, o que já indica que a crítica não recai sobre soldados nem sobre um país específico, mas sobre quem lucra com os conflitos.
Observe os versos "You that build all the guns / You that build the death planes / You that build the big bombs": "vocês que fabricam todas as armas, os aviões da morte, as grandes bombas". Em seguida vem "You that hide behind walls / You that hide behind desks" ("vocês que se escondem atrás de muros e mesas") e "You put a gun in my hand / And you hide from my eyes": "vocês põem uma arma na minha mão e se escondem do meu olhar". Ou seja, quem fabrica e financia a guerra manda os outros lutarem, enquanto fica em segurança.
A comparação com Judas e o verso "You lie and deceive" ("vocês mentem e enganam") reforçam a denúncia de um sistema que convence jovens a ir à guerra para que a indústria bélica e seus beneficiários ganhem com ela. Por isso a opção que fala em um sistema que recruta soldados para guerras movidas por interesses econômicos é a que decorre do texto.
Os demais distratores não aparecem na letra: nada fala em expansão territorial dos Estados Unidos, em mau comportamento dos soldados, em descaso com famílias de mortos ou em tropas despreparadas. O alvo é quem constrói armas e se esconde atrás de mesas, e o soldado é retratado como vítima, não como culpado.